Vinícola Marchese di Ivrea – Saiba como conhecer a Itália sem sair de São Paulo

A vinícola Marchese di Ivrea está em Ituverava, no interior do estado de São Paulo. Durante alguns períodos do ano, ela permite as visitas guiadas, que incluem a degustação harmonizada de 6 rótulos de vinho – além do almoço típico italiano. Veja mais sobre como conhecer a Itália sem sair de São Paulo.

Para você entender bem essa história toda da vinícola, a gente separou o conteúdo em diversos pontos importantes. Todos são breves e explicativos ao passo que no final da leitura você vai reconhecer os motivos que existem para visitar Ituverava e esse pedacinho da Itália que está lá há bastante tempo.

Sendo assim, temos aqui como tudo começou, a produção dos vinhos e, por último, traremos informações de contato sobre como fazer uma visita guiada na vinícola. Combinado? Bora lá se aventurar pela Itália, pelos vinhos e se deliciar com esse assunto.

A história da vinícola Marchese di Ivrea

A paisagem de lá é muito parecida com aquela que a gente vê em toda a região da Toscana, na Itália. Essa cena também está no casarão histórico que depois se tornaria a fazenda. E quem a viu com esses olhos foi o ítalo-brasileiro Luis Roberto di Sam Martino Lorenzato di Ivrea.

O nome é comprido, mas o que você precisa considerar é que ele quis comprar a propriedade, que mais tarde se tornou a, então, Vinícola Marchese di Ivrea.

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Para quem conhece um pouco da cidade de Ituverava, saiba que ela fica na região da Alta Mogiana, a 100 quilômetros de Ribeirão Preto, que é outra cidade do interior paulista.

Bom, o fato é que a amplitude térmica e o clima dali foram determinantes para iniciar uma produção de vinhos de alta qualidade no interior paulista. Curiosamente, ali é onde está a maior comunidade italiana do Brasil. Essa ideia virou realidade em 2006.

Atualmente, tudo funciona de forma artesanal. E, assim, a vinícola boutique 6 rótulos, os quais vamos conhecer mais no próximo tópico.

Os rótulos dos vinhos

Luis Roberto cedeu algumas entrevistas para os jornais da região. E nós colhemos alguns trechos mais importantes para que você entenda sobre os vinhos e sobre porque dá para conhecer a Itália sem sair de São Paulo.

“O Arduino é o nosso vinho principal, tinto 100% Sangiovese, considerada a uva rainha da Itália e que ninguém mais planta no Brasil. É a mesma uva que faz o famoso Brunello di Montalcino. O nome foi dado em homenagem ao último rei da Itália da nossa família”, conta Luis Roberto.

Gostou? E tem mais explicação. Agora, vamos falar dos 2 brancos que levam o nome da uva Moscato Giallo. Aliás, para quem conhece do assunto, considere que ela é muito aromática e com a cor amarelo-dourado.

“Temos seco e o suave, para as pessoas que estão se iniciando no mundo dos vinhos e para servirmos nas sobremesas”, afirma o empresário. Já o rótulo rosé, ideal para piscina e calor, leva o nome de Saint-Hilaire, em homenagem ao naturalista francês que catalogou as paineiras-rosas nas colinas de Ituverava.

A produção dos vinhos

Um próximo tópico é para falar um pouco da produção dos vinhos. Sendo que a Vinícola Marchese di Ivrea utiliza tanques de aço, com chips de carvalho francês. E isso dá um toque especial aos rótulos que já citamos acima.

“É muito mais asséptico, muito mais garantido e dá o mesmo efeito do carvalho”, garante Luis Roberto, que além de empreender, se tornou um especialista no assunto dos vinhos.

conhecer a Itália sem sair de São Paulo

Ele conta também que uma parte da produção é exportada para outros países (Suíça, Estados Unidos e Itália). Sendo que a maior parte dos vinhos produzidos ali vai para restaurantes conceituados da região, como Fasano, Sal, Maremonti e La Cucina di Tullio Santini.

O aproveitamento da uva

Ainda sobre a produção do vinho, que nos faz conhecer a Itália sem sair de São Paulo, temos que falar do aproveitamento da uva. Já que lá tudo é aproveitado – literalmente.

Sendo assim, depois que a casca da uva é retirada do processo de fermentação, ela se torna uma nova bebida. E você pode se espantar por nunca ter ouvido falar disso. Mas, o empresário garante que ela é muito comum na Itália, mesmo que ainda pouco conhecida no Brasil.

Para fazer essa aguardente, ele explica que é preciso usar a casca que está toda embebida em vinho (devido ao processo de fermentação) e coloca-la no destilador. Depois, acende-se o forno à lenha. A temperatura começa a subir, o álcool evapora e arrasta as substâncias aromáticas que têm na casca.

Por isso, a vinícola tem mais 2 rótulos de grappa, que receberam o nome de Caminho do Outo.

“A Anhanguera passava dentro da fazenda e, aqui, era o conhecido caminho do ouro. Na época, a Anhanguera não fazia Ribeirão, mas Casa Branca, Batatais, Franca, Carmo da Franca – que é Ituverava -, Uberaba e Goiás Velho”, destaca o empresário.

As visitas guiadas

E para terminar, como foi prometido, vamos comentar aqui como dá para agendar ou saber mais sobre as visitas guiadas nessa vinícola. Inclusive, todos que quiserem conhecer um pedacinho da Itália no interior paulista estão convidados para as visitas.

Em épocas menos pandêmicas e sem isolamento, elas costumam ser feitas aos sábados, com grupos de, no mínimo, 15 pessoas. Logo, são acompanhadas pelo sommelier da casa. O passeio é feito nos vinhedos, com a degustação dos 6 rótulos de vinho e dos 2 de grappa.

E tudo isso é harmonizado com frios importados e almoço típico italiano. Gostou? Então, se você conhece a comida italiana, saiba que é servida uma Bisteca Alla Fiorentina, Cordeiro Toscano na Brasa com ervas e especiarias e acompanhamentos como arroz com amêndoas, salada e batata rustica.

Então, anote aí: as visitas podem ser agendadas pelo telefone (16) 99999-3677.

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